- Só me deixe encontrar o isqueiro...
- Não tem cigarro?
Neguei com a cabeça.
- Esse é o último.
O olhar do velho parecia criar um braço imaginário e raptar o cigarro da minha boca.
- O senhor quer esse?
Nem respondeu. Abanou a cabeça com tanto fervor que, meio espantado, retirei o cigarro da boca e repassei ao coitado, acendendo-o e vendo a fumaça da primeira baforada subir pelo cabelo desgrenhado daquela figura desesperada.
Nunca mais quis colocar um cigarro na boca, porque me pareceu desumano aquele estado de frenesi pelo simples ato de tragar. Naquele dia percebi que, dos vícios que matam a gente, quero distância. Se for possível, quero só os que parecem matar, mas de alegria.
- Não tem cigarro?
Neguei com a cabeça.
- Esse é o último.
O olhar do velho parecia criar um braço imaginário e raptar o cigarro da minha boca.
- O senhor quer esse?
Nem respondeu. Abanou a cabeça com tanto fervor que, meio espantado, retirei o cigarro da boca e repassei ao coitado, acendendo-o e vendo a fumaça da primeira baforada subir pelo cabelo desgrenhado daquela figura desesperada.
Nunca mais quis colocar um cigarro na boca, porque me pareceu desumano aquele estado de frenesi pelo simples ato de tragar. Naquele dia percebi que, dos vícios que matam a gente, quero distância. Se for possível, quero só os que parecem matar, mas de alegria.